sábado, 1 de outubro de 2011

Empreendedorismo digital: vantagens, dificuldades e implantação

Excesso de profissionais no mercado, insuficiência de vagas de trabalho, insatisfação ao cumprir horário fixo, falta de ocupação que atenda interesses profissionais e pessoais, vontade de colocar novas ideias em prática e escassez de capital para arcar com custos de uma empresa são alguns motivos que levam profissionais a investirem em empreendimentos online.

Segundo a Babson College, escola de negócios de Massachusetts (EUA), o Brasil é um dos países mais empreendedores do mundo. O Mídia Dados, instituto que oferece informações sobre meios de comunicação, mostrou, em 2010, que a população brasileira é a que navega por mais tempo na rede e o número de usuários ativos supera 29 milhões. Aliado a isso estão o barateamento de softwares e computadores e campanhas pela inclusão digital que auxiliam a popularizar a rede e fazem do brasileiro um consumidor em potencial para o mercado online. Todos esses aspectos oferecem ao empreendedorismo digital chances de sucesso.

Diversas vantagens cercam o mercado online: os gastos para começar são menores e os custos são relativamente baixos em recursos humanos, manutenção, logística e marketing. Além disso, a necessidade de infraestrutura é menor, há grande velocidade nas vendas e facilidade de acesso a novos mercados, é possível ter horários flexibilizados e otimização de tempo. E, para quem tem familiaridade com essa mídia, é mais fácil trabalhar em meio virtual.

Levantamento de 2010 da Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico revelou que 33,3% das lojas e empresas online fecham com menos de dois anos de existência, por falta de experiência administrativa e comercial. A capacitação de todos os que trabalham na empresa, seja ela online ou não, é essencial. Mas no caso de um serviço na web, é preciso ter preparo específico, por meio de cursos e treinamentos, para lidar com a complexidade do universo eletrônico. 

Planejamento, organização, foco e entusiasmo devem ser adquiridos por quem atua nesse ramo. Deve-se também analisar questões legais para implantação do negócio, conseguir empregados dedicados, saber lidar com todo tipo de pessoa, elaborar um plano de negócios adequado, estabelecer quais são os produtos e os preços de cada um, conhecer bem o público alvo, a concorrência, os fornecedores e definir como será a comunicação com os clientes.

E, mesmo que a empresa não seja um negócio virtual, é importante estar conectada à internet com site próprio e com perfis nas redes sociais. Isso porque boa parte dos consumidores consulta informações na rede antes de efetuar uma compra e pode comprar tanto por meio físico, quanto por meio digital. Um estabelecimento integrado à web pode receber mais credibilidade, ser mais popular e acessível e difundir mais promoções e produtos.

Toda nova opção de comércio abre espaço para novas mercadorias, traz lucro e  circulação de capital, gera empregos e, consequentemente, acarreta desenvolvimento financeiro e social. Seria um desperdício não usufruir de mais um modo de movimentação da economia que é benéfico para investidores, população e governo.
Por Ana Paula Lisboa

Um comentário: