Há várias ‘arquiteturas’ de modelos de negócios na internet. O pesquisador Timmers , desde 1998, já citava os seguintes negócios: leilão eletrônico, plataformas colaborativas, correio eletrônico, comunidades virtuais, loja virtual, hospedagem de sites, intermediação financeira, certificação de notoriedade para serviços na internet, plataforma para agregar empresas ou canais promocionais, dentre outros negócios.
Com o passar do tempo, tem surgido com ênfase os modelos de negócios, como os citados pelo blogueiro Diego Remus, que proporciona a inovação de Startups (empresas recém-criadas), tais como:
- Modelo Afiliados e/ou de publicidade
- Modelo Fremium e de assinatura
- Modelo de bens virtuais
Modelo Afiliados e/ou de publicidade são negócios de baixo risco, que atuam na construção de estratégias e redirecionamento de tráfego (quantidade de pessoas visitantes) de acesso para sites de comércio eletrônico. O ganho advém da comissão da venda, de cliques de acesso e/ou da simples cessão de espaço para divulgação.
Modelo Fremium e de assinatura são negócios que ofertam serviços básicos gratuitos e serviços avançados pagos. O objetivo é massificar a utilização dos serviços gratuitos, que podem desencadear a contratação de serviços mais avançados, tornando-se clientes pagantes com assinatura mensal ou anual. Como exemplo de sucesso, pode-ser observar a Skype, Linkedlm, Dropbox e outros.
Modelo de bens virtuais – têm surgido pela digitalização do consumo. O foco de atuação está na comercialização de bens para uso exclusivo na web, tendo como principal exemplo os jogos online. Essas empresas proporcionam o jogo gratuitamente e a possibilidade de gerar a experiência dos “cinco minutos perfeitos”, experiência que é conduzida para o espaço específico chamado landing Page. Nele, os jogadores registram e ativam seu usuário para comprar itens que vão alavancar suas metas no game.
A receita, nesse caso, advém das vendas de itens na langing Page. Outra opção, que é de baixa complexidade, é a comercialização de imagens diferenciadas, pequenos aplicativos para serem utilizados nos equipamentos mobile.
Há, é claro, o surgimento de negócios que contemplam ou tendem à integração de mais de um modelo desses citados. O mundo virtual é um ambiente que está em constante ebulição. Não existe receita pronta para ganhar dinheiro ou desenvolver negócios inusitados. Deve-se sempre observar as necessidades das pessoas na sociedade em que vivemos, para captar lacunas que poderão ser sanadas por soluções virtuais.
De Conceição Moraes, administradora de empresa, mestre em Gestão de Negócio. Analista de Orientação Empresarial do Sebrae em Pernambuco.
Fonte: http://blogs.diariodepernambuco.com.br/empreendedor/?p=224

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